artesanato em bambu
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Bambu " madeira do século 21 "
fonte :Postado por Elaine Santos Em novembro - 24 - 2009
arquitetura_bambuMaterial tem todas as características para se firmar como alternativa à madeira e contribuir para produção mais sustentável.
Ao nascer, uma pessoa pode ser acomodada em um berço de bambu, sob um teto de bambu, dentro de uma casa de bambu. Ao crescer, pode se alimentar em uma mesa de bambu, sentar em uma cadeira de bambu, tendo em suas mãos uma tigela e talheres de bambu e comer brotos de bambu. Da mesma forma, é possível usar sandálias, abanar-se, brincar e, enfim, repousar em uma cama, tendo sempre o bambu como matéria-prima.
As qualidades desse material foram descobertas pelos povos da Ásia há muitos séculos. No entanto, apenas recentemente elas começaram a ser levadas a sério em outras regiões, especialmente depois dos apelos mundiais para a preservação do meio ambiente. No Brasil, começaram a pipocar estudos em diversas faculdades e um deles está sendo desenvolvido em Bauru, no campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), pelo professor Marco Antonio dos Reis Pereira, do Departamento de Engenharia Mecânica.
Ele próprio mora em uma casa feita de bambu. A moradia foi construída em 1995. Externamente, ela recebeu uma camada de reboco e tinta. Na parte interna, o trançado de bambu foi deixado aparente. Depois de quase 15 anos de uso, a casa apresenta-se em perfeitas condições, segundo o professor.
“Dez anos atrás, trabalhar com bambu era considerado coisa de maluco”, lembra Pereira, doutor em agronomia.
Mas depois que o corte das madeiras de lei foi proibido e a questão ambiental entrou na agenda mundial de prioridades, o assunto passou a ser encarado de uma outra maneira. O bambu virou uma bela alternativa. A facilidade de integração entre plantio, corte, transporte, manuseio e resistência fez com que o material ganhasse o rótulo de “madeira do século 21”.
Na oficina do bambu, alunos de desenho industrial e arquitetura da Unesp desenvolvem projetos e constroem objetos grandes e pequenos, como bancos, cadeira de balanço, andador (do tipo utilizado por idosos), muletas, mesas de centro e utensílios domésticos, como talheres, tábua de carne, bandejas, entre outros, além de objetos de decoração.
Além de ser uma matéria-prima mais barata, o bambu é ecologicamente correto. Trata-se de uma planta bastante eficiente no seqüestro do carbono, ou seja, por meio de fotossíntese, ela captura o carbono que está no ar e lança oxigênio na atmosfera. Além disso, é um material que apresenta alta durabilidade, como a madeira.
Outro aspecto que pesa a favor do bambu é a rapidez com que ele cresce. Dependendo da espécie, e estamos falando de uma planta que possui cerca de 1.300, o bambu está pronto para o corte entre cinco e sete anos. Uma árvore de madeira de lei, por sua vez, somente chegará neste estágio depois de 80 a 100 anos.
Além da Unesp de Bauru, outras universidades como a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) de Piracicaba, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também desenvolvem trabalhos nessa área.
No Laboratório de Estruturas e Construção Civil da Unicamp, por exemplo, existe uma linha de pesquisa envolvendo o emprego de materiais alternativos na construção civil com o objetivo de atender comunidades carentes.
Essa preocupação levou o professor Armando Lopes Moreno Junior, do Departamento de Estruturas da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), a estudar a construção de lajes, vigas e colunas com a utilização de tiras de bambu em substituições às tradicionais armaduras de aço.
“O bambu é de A a Z”, afirma o professor da Unesp de Bauru. Segundo Pereira, o produto pode tanto fazer parte do cardápio de uma família quanto oferecer conforto de todas as formas.
Como dito no início da matéria, é um bom companheiro para toda a vida, ainda mais em uma época em que a luta por um meio ambiente equilibrado está cada vez mais acirrada.
Material carece de estudos sobre sua viabilidade econômica, diz professor.
casa-bambuEstá provado, pelas várias pesquisas feitas na área, que o bambu é uma excelente fonte alternativa para vários produtos ecologicamente inadequados, como a madeira, o plástico e até o aço. Mas para que o material deslanche comercialmente é preciso vencer ainda duas barreiras, pelo menos. Uma delas é o preconceito. A outra, a viabilidade econômica.
Para o professor Armando Lopes Moreno Junior, do Departamento de Estruturas da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC/Unicamp), o bambu ainda é associado a um produto de baixa qualidade e destinado às classes mais baixas. Além disso, não há estudos técnicos que demonstram em que medida o bambu poderia ser utilizado na construção civil.
Por esse motivo, a Caixa Econômica Federal (CEF) não financia moradias executadas com o uso de bambus. De acordo com o pesquisador, existem inúmeras construções em várias partes do planeta que utilizam o bambu como matéria-prima principal e funcionam perfeitamente bem. Mas no Brasil, a questão ainda engatinha.
Na opinião do professor, isso se dá porque por aqui o bambu ficou relegado ao segundo plano enquanto o plástico e o aço foram ganhando espaço. Agora, como a preocupação com o meio ambiente ganhou importância, a busca por material alternativo ganhou força e o bambu surge como uma das opções. Mas ainda levará algum tempo até que receba o devido destaque.
“Ainda não há uma divulgação maciça a respeito das utilidades do bambu. Acredito que vai demorar para que o produto tenha um padrão técnico”, diz Armando.
“Sabemos que é possível construir grandes obras com bambu, mas se é viável economicamente ainda não sabemos”, comenta o professor Marco Antonio dos Reis Pereira, responsável pela oficina do bambu na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru. Segundo ele, o uso do produto ao natural não necessita de estudos para mostrar que dá certo e é viável.
O que falta, segundo Pereira, são estudos que comprovem a viabilidade do material em grandes construções.
Mesmo sem esses estudos, o professor Armando, da Unicamp, arrisca a dizer que, desde que haja mão-de-obra especializada, o custo de uma obra com bambu pode ficar até 50% mais barata. Além disso, o conforto térmico oferecido por uma construção de bambu é bem maior do que em um prédio de alvenaria, ou seja, a temperatura dentro de uma casa de bambu é mais agradável.
Fonte: JCnet – Bauru
Colaboração: Benedito Teixeira
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Bambu ,madeira do futuro
Estacionamento em Leipzig, na Alemanha, inaugurado em 2004, foi todo feito de bambu
ALTERNATIVO
Belo, leve e renovável, ele tem tudo para se firmar como alternativa à madeira e contribuir para uma arquitetura mais sustentável
Por Araci Queiroz, Giuliana Capello e Marianne Wenzel
Revista Arquitetura & Construção - 04/2007
Há milênios, esse material dá forma a casas tradicionais em países como o Japão e a China. Nos últimos anos, pesquisas na construção civil avalizaram sua resistência e durabilidade. Arquitetos do mundo todo redescobriram o bambu e passaram a usá-lo em modernas obras públicas.
A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção para torná-la mais sustentável do ponto de vista ambiental atrai olhares para a exploração de novas alternativas. E o caso do bambu, visto como a promessa para este século. Pesquisador desse recurso há cerca de 30 anos, o professor Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, não tem duvidas sobre seu potencial.
"Estudei 14 espécies e três delas, em especial, tem mais de 10 cm de diâmetro e são excelentes para a construção", diz ele, referindo-se ao guadua (Guadua angustifolia), ao bambu-gigante (Dendrocalamus giganteus) e ao bambu-mossô (Phyllostachys pubescens). Todos são encontrados no Brasil, onde existem grandes florestas inexploradas de várias espécies. No Acre, por exemplo, os bambuzais cobrem 38% do estado.
De crescimento rápido (em três anos, esta pronta para o corte), essa gramínea gigante chama a atenção, a principio, pela beleza. Mas sua resistência também surpreende: de frágil, ela não tem nada. "Sua compressão, sua flexão e sua tração ja foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório", afirma Marco Antônio Pereira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Unesp, em Bauru, que mora ha dez anos numa casa de bambu.
O arquiteto Edoardo Aranha, pesquisador da Unicamp, faz coro: "Se tratado adequadamente, ele apresenta durabilidade superior a 25 anos, equivalente a do eucalipto, por exemplo", afirma. Ele se refere aos tratamentos químicos para remover pragas como brocas e carunchos (cupins não se interessam pelo bambu).
Além do autoclave, outro procedimento comum chama-se boucherie, em que a seiva e substituída por um composto formado de cloro, bromo e boro. Submergir as varas em água durante 20 dias também produz bons resultados, segundo o pesquisador.
PROJETOS PELO MUNDO
Fora do Brasil, alguns arquitetos tem apostado no bambu em projetos públicos de traços marcantes, que conciliam natureza e tecnologia num contraste agradável ao olhar. Em Leipzig, na Alemanha, a fachada do novo estacionamento do zoológico municipal foi construída com varas de bambu presas em cintas de aço.
Perto de Madri, na Espanha, o Aeroporto Internacional de Barajas surpreende os usuários com seu enorme forro, que torna leve o visual da estrutura de concreto e aço. Em locais como esse, de uso intenso, a opção pelo material e resultado da confiança na sua durabilidade e resistência, já que manutenções freqüentes não seriam bem-vindas. Graças a tratamentos químicos, o amido e retirado, inibindo pragas que poderiam comprometer as varas. Em áreas externas, os produtores recomendam aplicar verniz naval para proteger do calor, do frio e da chuva.
Alemanha
O fechamento deste estacionamento em Leipzig, inaugurado em 2004, foi todo feito com bambu (Veja a foto na abertura da reportagem). Segundo os arquitetos do escritório alemão HPP Hentrich-Petschnigg & Partner KG, a opção não teve nada de experimental: baseou-se em pesquisas que pipocaram na Europa depois da Expo 2000 em Hannover, onde o pavilhão colombiano, desenhado pelo arquiteto Simón Vélez, empregou essa matéria-prima.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Casa de bambu é leve, barata e à prova de terremotos
Redação do Site Inovação Tecnológica -
fonte
Dá pra acreditar que esta casa tem sua estrutura em bambu?
Casa feita com material compósito à base de bambu, montada com as mesmas técnicas de construção de casas de madeira.[Imagem: USC]
Um pesquisador chinês radicado nos Estados Unidos desenvolveu uma nova forma para construir casas de bambu que nada deixa a dever às casas norte-americanas, construídas com placas de materiais compósitos, ou às casas chinesas, construídas de alvenaria.
E, se a menção a uma casa de bambu lhe traz à mente uma choupana feita com bambus empilhados, é melhor pensar de novo e lembrar-se das tecnologias de processamento de madeiras hoje disponíveis e dar uma olhada nesta casa de bambu do século XXI - a foto ao lado mostra o protótipo construído com a nova tecnologia.
O Dr. Yan Xiao, atualmente professor da Universidade do Sul da Califórnia, desenvolveu um sistema de processamento do bambu que resulta em placas semelhantes ao MDF. Batizada de GluBam®, a tecnologia já foi patenteada e está em processo de licenciamento.
Casa de bambu
A casa de demonstração não deixa dúvidas quanto à resistência do novo material compósito: batizada de "estilo Califórnia", a casa tem dois pavimentos, 5 quartos, 3 banheiros e 1 lavabo, sala com lareira e garagem para 2 carros, além dos demais aposentos. A área construída total é de 260 metros quadrados.
A técnica de construção é a mesma utilizada nas casas tradicionais de madeira, com a fixação feita por parafusos, grampos e pregos.
Segundo Xiao, a estrutura da casa é um marco no uso do bambu na construção moderna, mesmo considerando a milenar tradição chinesa na construção de casas de bambu.
Uma das grandes vantagens da casa de bambu é a sua maior resistência a abalos sísmicos. O Dr. Xiao espera que a tecnologia possa ser utilizada na reconstrução das áreas devastadas recentemente pelo terremoto na região de Sichuan.
Derrubando bambu em vez de árvores
A China tem as maiores áreas cultivadas com bambu em todo o mundo. Devido ao desmatamento acelerado, o governo recentemente colocou severas restrições à derrubada de árvores para a obtenção das madeiras tradicionais, o que abre maiores possibilidades para o uso da tecnologia de bambu na construção civil naquele país.
"A construção é muito mais fácil do que fazer as estruturas tradicionais de concreto armado usadas na China," diz Xiao. "A casa inteira pode ser construída por oito trabalhadores em um período de três meses."
Segundo o pesquisador, dada a grande disponibilidade de bambu na China, naquele país a casa poderá ser fabricada a um custo mais baixo do que as casas tradicionais de alvenaria.
fonte
Dá pra acreditar que esta casa tem sua estrutura em bambu?
Casa feita com material compósito à base de bambu, montada com as mesmas técnicas de construção de casas de madeira.[Imagem: USC]
Um pesquisador chinês radicado nos Estados Unidos desenvolveu uma nova forma para construir casas de bambu que nada deixa a dever às casas norte-americanas, construídas com placas de materiais compósitos, ou às casas chinesas, construídas de alvenaria.
E, se a menção a uma casa de bambu lhe traz à mente uma choupana feita com bambus empilhados, é melhor pensar de novo e lembrar-se das tecnologias de processamento de madeiras hoje disponíveis e dar uma olhada nesta casa de bambu do século XXI - a foto ao lado mostra o protótipo construído com a nova tecnologia.
O Dr. Yan Xiao, atualmente professor da Universidade do Sul da Califórnia, desenvolveu um sistema de processamento do bambu que resulta em placas semelhantes ao MDF. Batizada de GluBam®, a tecnologia já foi patenteada e está em processo de licenciamento.
Casa de bambu
A casa de demonstração não deixa dúvidas quanto à resistência do novo material compósito: batizada de "estilo Califórnia", a casa tem dois pavimentos, 5 quartos, 3 banheiros e 1 lavabo, sala com lareira e garagem para 2 carros, além dos demais aposentos. A área construída total é de 260 metros quadrados.
A técnica de construção é a mesma utilizada nas casas tradicionais de madeira, com a fixação feita por parafusos, grampos e pregos.
Segundo Xiao, a estrutura da casa é um marco no uso do bambu na construção moderna, mesmo considerando a milenar tradição chinesa na construção de casas de bambu.
Uma das grandes vantagens da casa de bambu é a sua maior resistência a abalos sísmicos. O Dr. Xiao espera que a tecnologia possa ser utilizada na reconstrução das áreas devastadas recentemente pelo terremoto na região de Sichuan.
Derrubando bambu em vez de árvores
A China tem as maiores áreas cultivadas com bambu em todo o mundo. Devido ao desmatamento acelerado, o governo recentemente colocou severas restrições à derrubada de árvores para a obtenção das madeiras tradicionais, o que abre maiores possibilidades para o uso da tecnologia de bambu na construção civil naquele país.
"A construção é muito mais fácil do que fazer as estruturas tradicionais de concreto armado usadas na China," diz Xiao. "A casa inteira pode ser construída por oito trabalhadores em um período de três meses."
Segundo o pesquisador, dada a grande disponibilidade de bambu na China, naquele país a casa poderá ser fabricada a um custo mais baixo do que as casas tradicionais de alvenaria.
quarta-feira, 16 de março de 2011
TUDO SOBRE O BAMBU
Embora a Ásia seja justamente considerada o habitat por excelência do bambu, não se deve esquecer a América Central e América do Sul, regiões nas quais o bambu ainda não é objeto de “veneração” tão fervorosa, mas cujas funções utilitárias já eram valorizadas no tempo dos Incas. Na China, os pincéis dos calígrafos, assim como as pequenas placas que recebiam a tinta eram de bambu. Os primeiros livros eram compostos de finas placas de bambu, artisticamente unidas umas às outras. Atualmente existem grandes fábricas de papel que usam o bambu como matéria-prima.
O bambu ilustra frequentemente a concepção taoísta segundo a qual se deve ceder às condicionantes externas para melhor triunfarmos na vida. É a imagem do bambu que se verga sob a fúria da tempestade, para em seguida voltar a erguer-se, surgindo em todo o seu esplendor.
Existem cerca de 1200 espécies diferentes de bambus com aproximadamente 50 gêneros ao redor do mundo. O bambu pertence à família das gramíneas que atingem de 10 cm até 35 metros de altura com diversas cores: amarelo, vermelho, preto, listrado, dourado, verde entre outras. Existem bambus quadrados e alguns em que os entrenós são arredondados. Os bambus basicamente têm dois tipos de comportamento: alastrante e o entouceirante. Os alastrantes crescem de forma mais espalhada onde cada galho tem uma distância maior um do outro e é útil para controle de erosão porque faz uma verdadeira rede subterrânea. Os bambus entouceirantes crescem de forma unida formando moitas localizadas. Os entouceirantes são bons para paisagismo, trazendo diversas soluções desde barreira de vento, barulho fechamento de muro ou apenas para contemplação. Os nossos bambus são em sua maioria entouceirantes por facilitar o manejo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
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